Sejam bem vindos todos os que trazem tochas acesas nas mãos
e também aqueles que como eu, anseiam pela luz.
sábado, 20 de novembro de 2010
Violência x impunidade
Fique por dentro - Programa Fica Vivo/MG
O programa é uma ação desenvolvida pelo Governo do Estado em parceria com as Polícias Militar e Civil, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Ministério Público, o Poder Judiciário e as prefeituras municipais. Ele é implementado pela Superintendência de Prevenção à Criminalidade (Spec), por meio dos Núcleos de Prevenção à Criminalidade (NPCs), que são espaços físicos localizados nas próprias comunidades.
Entre 2003 e 2009, os jovens participaram de 637 oficinas voltadas para o esporte, cultura e lazer, bem como de projetos institucionais, como olimpíadas e exposição de grafite, e de cursos técnicos profissionalizantes. No ano passado, foram realizados 19421 atendimentos. O Fica Vivo! conseguiu reduzir em até 50% os índices de homicídios nas regiões atendidas, a partir de ações que combinam repressão qualificada e inclusão social.
Em setembro de 2006, o programa foi escolhido como um dos 48 finalistas do Prêmio Global de Excelência de Melhores Práticas para a Melhoria do Ambiente de Vida – Prêmio Dubai, criado pelo Centro da Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat) em parceria com a Municipalidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Foram inscritas 703 práticas de 88 países, sendo 243 projetos da América Latina e Caribe. Dos 48 finalistas, apenas dois são brasileiros e um deles é o Fica Vivo!.
Como funciona
As atividades do programa são baseadas em dois eixos de atuação: intervenção estratégica e proteção social. O grupo de intervenção estratégica reúne os órgãos de defesa social (Polícias Civil, Militar e Federal), o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e as prefeituras municipais. Esse eixo tem como responsabilidade o planejamento e a coordenação de uma repressão qualificada e eficiente.
O eixo proteção social se constitui a partir de ações de atendimento e de trabalho em rede. Os atendimentos são destinados a jovens na faixa etária de 12 a 24 anos e visam favorecer a construção de modos de vida distintos do envolvimento direto com a criminalidade. O trabalho em rede objetiva incluir na pauta de discussão o tema da prevenção à criminalidade. As ações de atendimento são realizadas através dos seguintes instrumentos: oficinas, atendimentos psicossociais, projetos locais, multiplicadores e grupos de jovens. As oficinas são estratégias de aproximação e atendimento aos jovens articuladas às características das áreas atendidas, tais como aspectos criminais, culturais, sociais, históricos e geográficos. Elas são implantadas em diferentes locais das áreas de abrangência do Núcleo de Prevenção à Criminalidade articulando aspectos da singularidade do jovem e o acesso aos direitos sociais.
Prevenir a criminalidade;
Prevenir e/ou facilitar a circulação dos jovens;
Potencializar o acesso dos jovens aos serviços e aos espaços públicos;
Garantir aos jovens o acesso ao esporte, lazer, cultura e formação profissional;
Possibilitar a vivência do direito de ir e vir;
Favorecer a inserção e a participação dos jovens em novas formas de grupos;
Trabalhar temas relacionados à cidadania e aos direitos humanos;
Possibilitar a criação de espaços de discussão e resolução de conflitos e rivalidades.
Informações Fica Vivo: 2129-9620
Endereços e contatos
Barreiro
Rua A, 10, Conjunto Vila Esperança
(31) 3381.5557/ 5712
Boréu
Rua José do Carmo Oliveira, 135 – Minas Caixa
(31) 3451.7329/3568
Cabana do Pai Tomás
Rua São Geraldo, 110 – Cabana do Pai Tomás
(31) 3321.3447/ 3386.1227
Conjunto Felicidade
Rua Tenente João Ferreira, 85 – Jardim Guanabara
(31) 3435.3569/ 1381
Morro das Pedras
Rua Gama Cerqueira, 1117 – Jardim América
(31) 3377.8626/ 8657
Pedreira Prado Lopes
Rua Araribá, 235 – São Cristóvão
(31) 3422.5693/ 5567
Ribeiro de Abreu
Rua Feira de Santana, 12 – Ribeiro de Abreu
(31) 3435.9583
Santa Lúcia
Beco Santa Inês, 30 – Santa Lúcia
(31) 3297.5975/ 3293.7307
Serra
Rua Bandônion, 122 – Serra
(31) 3282.6652
Taquaril/ Alto Vera Cruz
Rua Antão Gonçalves, 360 – Taquaril
(31)n 3483.2366/ 2364
Jardim Leblon
Rua Inglaterra, 226 – Jardim Leblon
(31) 3450.7963/ 3451.3596
Região Metropolitana
Rua Açará, 31 – Jardim Teresópolis
(31) 3591.7422/ 6940
PTB – Rua Rio Jarpes, 104 – Jardim Santa Cruz
(31) 3592.9419/ 9508
(31) 3531.2345/ 1223
Contagem
Rua VL-06, 1880 – Nova Contagem
(31) 33928091/ 8039
Ribeirão das Neves
Rua Daila, 62 – Rosaneves
(31) 3625.8928/ 9317
Avenida Dionísio Gomes, 200/ 202 – Veneza
(31) 3626.3078/ 3176
Sabará
Rua Minas Novas, 235 – Nossa Senhora de Fátima
(31) 3672.2221/ 2600
Santa Luzia
Rua Estefânia Sales Sotero, 155 – Palmital
(31) 3635.7050/ 3637.2220/ 3635.6831
Rua Bahia, 782 – Via Colégio São Benedito
(31) 3627.3570/ 3636.8725
Vespasiano
Avenida Existente, 1447 – Morro Alto
(31) 3621.1191/ 2515
Interior
Governador Valadares
Avenida Coqueiral, 176-B – Turmalina
(33) 3221.9250/ 3272.9838
Ipatinga
Avenida Gerasa, 3251 – Betânia
(31) 3827.3748/ 3795/ 3829.8493
Montes Claros
Avenida João XXIII, 2015 – Santo Reis
(38) 3212.7622/ 8116
Rua Jequitinhonha, 107 – Alto São João
(38) 3215.1897/ 3224.3005
Uberlândia
Avenida Getúlio vargas, 1533 – Tabajaras
(34) 3224.5430/ 3210.6448/ 3212.9188
Uberaba
Rua Caetés, 74 – Abadia
(34) 3322.5276/ 5800
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
IDH: vergonha ou orgulho
O Brasil apresenta IDH de 0,813, valor considerado alto, atualmente ocupa o 75° lugar no ranking mundial. A cada ano o país tem conseguido elevar o seu IDH, fatores como aumento da expectativa de vida da população e taxa de alfabetização estão diretamente associados a esse progresso.
No entanto, existem grandes disparidades sociais e econômicas no Brasil. As diferenças socioeconômicas entre os estados brasileiros são tão grandes que o país apresenta realidades distintas em seu território, e se torna irônico classificar o país com alto Índice de Desenvolvimento Humano.
“A nova metodologia é mais fidedigna porque mede alguns valores que não vinham sendo levados em consideração, mas há algumas políticas recentes que ainda não foram avaliadas nesse índice, principalmente no tocante ao financiamento do sistema”, disse Callegari. “Por outro lado, os indicadores não revelam um problema de nossa educação, que são as desigualdades regionais”. Para ele, o próximo governo também deve dar especial atenção à melhoria da carreira do magistério.O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, considera que, mesmo que os novos critérios adotados pelo Pnud tenham prejudicado países em desenvolvimento (que intensificaram seus investimentos no setor nos últimos anos) como o Brasil, o índice não deixa de refletir o fato de que a educação no país é ruim e precisa melhorar urgentemente.
“A mudança, de fato, é menos sensível às políticas que o Brasil vem adotando nos últimos quatro anos. Isso é fato, mas não desabona o levantamento. A educação brasileira ainda não está bem encaminhada. Ela ainda é de uma qualidade sofrível e precisamos tomar medidas urgentes, com ações conjuntas de estados, municípios e União”, declarou Cara. As informações são da Agência Brasil.
Atualmente o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil é o seguinte:
1° - Distrito Federal – 0,874
2° - Santa Catarina – 0,840
3° - São Paulo – 0,833
4° - Rio de Janeiro – 0,832
5° - Rio Grande do Sul – 0,832
6° - Paraná – 0,820
7° - Espírito Santo – 0,802
8° - Mato Grosso do Sul – 0,802
9° - Goiás – 0,800
10° - Minas Gerais – 0,800
11° - Mato Grosso – 0,796
12° - Amapá – 0,780
13° - Amazonas – 0,780
14° - Rondônia – 0,756
15° - Tocantins – 0,756
16° - Pará – 0,755
17° - Acre – 0,751
18° - Roraima – 0,750
19° - Bahia – 0,742
20° - Sergipe – 0,742
21° - Rio Grande do Norte – 0,738
22° - Ceará – 0,723
23° - Pernambuco – 0,718
24° - Paraíba – 0,718
25° - Piauí – 0,703
26° - Maranhão – 0,683
27° - Alagoas – 0,677
Analisando o ranking, as diferenças socioeconômicas no país ficam evidentes, sendo as regiões Sul e Sudeste as que possuem melhores Índices de Desenvolvimento Humano, enquanto o Nordeste possui as piores posições. Nesse sentido, se torna necessária a realização de políticas públicas para minimizar as diferenças sociais existentes na nação brasileira.
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
domingo, 24 de outubro de 2010
Roberto Shinyashiki - Vamos nos unir pelo que, realmente, vale a pena.
Texto de Roberto Shinyashiki
Olá Amigos,
Futebol é só um esporte, onde muita gente (inclusive muitas delas corrupta) ganha dinheiro com uma paixão de pessoas, na maioria das vezes ingênua e mal orientada.
As pessoas têm que usar sua energia para algo mais nobre do que atazanar a paciência de um amigo porque o seu time perdeu. Gostaria de ver a mesma mobilização do nosso povo com o futebol, com relação às críticas aos jogadores, acontecendo também para acabar com a corrupção em nosso país. Aqui vai o texto do professor Fabrício, com minha adaptação:
“Por que estou vendo tantos brasileiros chorando com a perda de um jogo ou de um campeonato? Acho que estou fora de contexto.
Nunca percebi as pessoas reclamando unidas quando o governo aumenta a carga tributária,
Nunca percebi o povo reclamando quando as verbas para segurança pública não são repassadas,
Nunca percebi a massa fazendo passeata quando o comércio de drogas ou tráfico de armas aumenta,
Nunca percebi alguém mandando emails em massa para mostrar indignação quando a policia encontra dinheiro na cueca do militante político,
Nunca percebi uma manifestação organizada por termos um sistema de educação com muitos problemas,
Nunca vejo a revolta por vermos um governo que investe bilhões de reais em estádios quando as nossas escolas e hospitais carecem de tantas coisas.
A prova do Enem novamente foi fraudada e não vi uma revolta contra esse absurdo.
O governo explica a corrupção dizendo que existe corrupção em outros países e ninguém vem desmascarar o argumento.
Pode haver estupros no Brasil porque isso ocorre em todas as partes do mundo?
Querem a cabeça do técnico do time e se mobilizam!
Escrevem emails para jornalistas, pixam os muros, gritam nos estádios, fazem gritarias nos treinos e jogos.
E as passeatas contra a corrupção?
Brasil, acorda! Chega de distração!
Por que as pessoas não vão até a câmara dos deputados e os palácios dos governos com a mesma intensidade com que choram a derrota do seu time?
O choro dos brasileiros em razão da derrota do seu time é reflexo de um país que está perdendo a noção do que realmente importa.
A pessoa não tem força para enfrentar tantos absurdos em nossa sociedade e só se canaliza essa energia para vaiar o seu time.
Todas as noites de quarta-feira tem jogo de futebol. Há pouco tempo sabíamos que time havia marcado o gol pelo som dos gritos dos seus torcedores. Atualmente não sabemos mais se é a torcida do time ou a torcida contraria comemorando o sofrimento dos torcedores do time que está perdendo.
Tripudiar sobre o sofrimento alheio!
Tripudiar sobre o sofrimento de um amigo!
Pelo amor de Deus, usem a sua energia para escrever emails denunciando a corrupção.
Façam cartazes para derrubar políticos incompetentes!
Tripudiem com os profissionais públicos que não valem o salário que recebem.
Querem ir para as ruas?
Vamos nos manifestar nas questões que realmente importam!
Tripudiem sobre os eleitores que dizem que vão votar em candidatos que roubam, mas fazem.
O futebol é só um esporte e o nosso país é o lugar onde exercemos a capacidade de mudar o mundo!”
sábado, 23 de outubro de 2010
José Serra e a lei Maria da Penha
COP 1O - Nagoya, Japão
Em 2000, na conferência realizada em Cartagena, na Colômbia, 175 países se comprometeram a cumprir, até este ano, 21 objetivos para a preservação da diversidade de vida no planeta. Agora que esse prazo expirou, nenhum país pode dizer que atingiu todos os objetivos presentes no documento, intitulado Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).
Para o secretário interino de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João de Deus, o Brasil tem boas condições de exercer um papel de liderança nas negociações. "Apesar de não atingir totalmente as metas, o país chega como um protagonista, tanto por abrigar a maior diversidade do planeta quanto por ter feito o possível e um pouco mais para atingir o acordado na COP-6 (de Cartagena)", afirma.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Um exemplo de amor e coragem
É brincando que se atende
Com brinquedos e figuras, a dentista Adriana Zink consegue driblar o difícil comportamento dos autistas
Por Marina Miranda Foto Douglas DanielÉ muito individual. Não tem um padrão. Por exemplo, veio um paciente que mora em Israel e está de férias aqui. A mãe me contou que o que o filho mais gosta são canudos e bolhas de sabão e que não gosta de barulho, nem de roupa branca. Então, eu o atendi com o jaleco azul. Eu anoto cada detalhe da consulta na ficha do paciente. No caso do Isaac, na primeira sessão, ele se sentou na calça da vovó (uma calça com enchimento usada por fisioterapeutas), brincou no cavalinho e com os canudos que tanto ama e me deixou passar o flúor nele no chão mesmo. Já na segunda sessão, passei a calça da vovó para a cadeira e ele se sentou. Neste paciente, uso os canudos como forma de troca. Cada vez que ele faz algo correto eu faço festa, jogo bolhas de sabão e dou os canudos.
Rua Voluntários da Pátria, 547 - Santana - São Paulo
Site: www.apcd.org.br
Escola de Samba Unidos de Vila Maria
Rua Cabo João Monteiro da Rocha, 448
Site: www.unidosdevilamaria.com.br
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Dicas de sustentabilidade - Mundo Verde
- Antes de jogar fora as embalagens de produtos, verifique se elas não podem ser reaproveitadas para embalar presentes, organizar gavetas etc. Antes de reciclar é preciso reutilizar.
- Em sua residência não utilize o vaso sanitário como lixeira. Papel, cotonetes, absorventes e preservativos que são descartados pela rede de esgoto ficam depositadas no fundo do mar e voltam para a areia em dias de ressaca.
- O alumínio que sai da fábrica em forma de lata leva em média 30 dias para voltar ao mercado como matéria-prima para a fabricação de outra lata. A lata de alumínio é a única embalagem que pode ser inteiramente reciclada para a fabricação de outras latas idênticas, de forma econômica e auto-sustentada.
Quando a lata é reciclada, economiza-se 95% da energia elétrica utilizada na produção do metal a partir da bauxita (minério de onde é extraído o alumínio). - Recicle!
Reciclar significa transformar os restos descartados pelas residências, indústrias, lojas e escritórios, em matéria-prima para a fabricação de outros produtos. - Vidros - No processo de reciclagem são moídos e depois transformados em novos copos, garrafas e embalagens. Não se pode fazer isso com espelhos e lâmpadas, porque sua composição química não permite.
- A reciclagem do vidro reduz em 32% o consumo de energia em relação à produção de vidro novo.
- A madeira certificada é aquela que vem com um selo indicando que é proveniente de reflorestamento e foi retirada da natureza de forma sustentável. Quando for adquirir madeira, exija o certificado.
- Sempre que possível, deixe seu carro em casa: pegue uma carona, ande a pé, de bicicleta ou use transporte público. A bicicleta, por exemplo, é uma ótima opção. Além de não poluir, é um meio de transporte que faz bem à saúde.
- Cultive plantas em sua casa. Elas refrescam o ambiente e deixam seu lar mais bonito e colorido. Faça sua parte pelo Mundo, plante uma árvore.
- Pinte sua casa com clores claras. Elas refletem a luz do sol e deixam os ambientes iluminados e frescos. A utilização de cortinas claras também é indicada, pois refletem o calor e você gasta menos com ar condicionado e ventiladores.
- Reutilize a água da máquina de lavar para lavar a calçada, o quintal ou o carro. Seja consciente: mais de 9 milhões de residências brasileiras não têm acesso à água potável.
- Seja um consumidor consciente. Não acenda luzes desnecessariamente durante o dia. Prefira lâmpadas econômicas e desligue os aparelhos eletrônicos quando acabar de usar.
- Prefira equipamentos mais eficientes (com selo procel), e economize energia elétrica.
- Cerca de 30% de todo o lixo é composto de materiais recicláveis como papel, vidro, plástico e latas. Tirar esses materiais do lixo traz uma série de vantagens. Uma delas é poupar recursos naturais e energia com a reciclagem. Recicle, pratique a coleta seletiva.
- REDUZA, REUTILIZE E RECICLE
REDUZA o uso de sacolas plásticas
REUTILIZE as sacolas plásticas em suas compras
RECICLE as sacolas plásticas não utilizadas - Adquira uma ecobag e ajude na preservação do planeta!
- Antes de jogar fora as embalagens de produtos, verifique se elas não podem ser reaproveitadas para embalar presentes, organizar gavetas etc. Antes de reciclar é preciso reutilizar.
- Um buraco de 2mm (um pouco maior que a cabeça de um alfinete) em um cano desperdiça até 3.200 litros de água por dia. Essa quantidade, seria suficiente para suprir a necessidade de água para beber de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano.
- Faça uma revisão nas instalações de água de sua residência. Assim você evitará o desperdício de água, nosso bem mais precioso.
- Preserve o VERDE, o mundo é seu.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A queda do céu
A partir de relatos do xamã e líder yanomami Davi Kopenawa, nasce a publicação A queda do céu, testemunho da cultura de um povo, além de manifesto xamânico e grito de alerta vindo do coração da Amazônia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Esquemas brasileiros que nos envergonham. Não é a toa que somos o país do carnaval!
Hora de pensar
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A COP 10, que acontece em outubro, no Japão, deve aquecer as discussões sobre biodiversidade.
Com as mudanças climáticas, as pessoas passaram a compreender melhor que é preciso conservar a biodiversidade, sob a pena de ações como desmatamentos, poluição e degradação do meio ambiente significarem baixa no PIB e outras perdas econômicas. Mas a conservação implica em maior aplicação de recursos em pesquisas, educação ambiental e efetivação de políticas públicas.
Estejamos atentos!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Os políticos, as promessas e o povo brasileiro.
Naquela que é uma das áreas mais estratégicas para o desenvolvimento, a educação, o quadro é de tragédia. No último Pisa, o programa que avalia a educação em escala mundial, os estudantes brasileiros obtiveram o 48º lugar em leitura, entre 56 países, e o 53º e 52º postos, entre 57 países, em matemática, respectivamente.
O número de analfabetos é assustador. Vale lembrar que alfabetizado não é quem assina o nome, mas quem assina o nome em um documento que leu e compreendeu. A porcentagem de analfabetos neste país é, além de um desastre, vergonhosa.
A desigualdade no Brasil é fruto, sobretudo, da falta de gestores políticos que atuem como maestros no estabelecimento de prioridades e na condução harmoniosa do progresso da nação, e não apenas como cabos eleitorais.
Na contramão de dados alarmantes como estes, seguem os megas projetos que, se concretizados, transportarão futuramente uma nação de mentes incultas e deslumbradas com a ideia de um falso progresso. Um exemplo claro - e caro - desta carência está no projeto de um trem de alta velocidade para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro. Um projeto com vários pontos inviáveis e deficitários. A soma estimada para concretizar esta obra, 33 bilhões de reais (a princípio) poderia ser destinada à recuperação da malha ferroviária brasileira (pra não dizer a rodoviária) e assim beneficiar milhões de cidadãos" (Revista VEJA - Agosto 2010).
Enquanto isso, na TV, as propagandas políticas, cuidadosamente elaboradas por marketeiros profissionais, vão cumprindo seu papel. Apresentam candidatos dignos de uma cadeira na Academia Brasileira de Teatro, com atuações irretocáveis, interpretações capazes de arrecadar votos em pouquíssimos minutos de apresentação, e o que é melhor, de graça, sem sair de casa, basta ligar a TV. São jingles nos mais variados ritmos, alguns "quase" românticos, imagens escolhidas e editadas com capricho, com alta tecnologia e seleção para o melhor foco, discursos escritos e reescrito milhares de vezes. Tudo isto, quando combinados com um semblante sério, porém bondoso e humilde dos nossos candidatos, devidamente comprometidos com os discursos proferidos, consegue convencer, emocionar e levar as lágrimas esses pobres coitados que engrossam o nosso vergonhoso índice de analfabetismo. Assim sendo, só nos resta concluir que o melhor a fazer é investir em Trem Bala mesmo... Nossos atores políticos sabem que, se investirem em educação ficarão sem platéia.
O código florestal brasileiro X Deputado Aldo Rabelo
o código florestal brasileiro atual é um assunto polêmico, cercado de emendas que visam mais os interesses políticos do que ambientais. A entrevista passeia, através das respostas apresentadas pelo deputado Aldo Ribeiro, por vários tópicos que influenciam diretamente a vida de todos nós brasileiros e que vale a pena conferir.
Deixo a todos o convite para que leiam a entrevista. Caso não tenham acesso a revista nas bancas (é provável que já tenha saído de circulação devido a sua publicação a cerca de 30 dias), acessem a reportagem pelo site, na internet.
É humanamente impossível fazer frente a todas as lutas mas é necessário que nos informemos de "onde" e "como" acontecem as batalhas que mudam nossa história.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Família corporal e espiritual
Uns nos são muito caros, outros menos, alguns nos são indiferentes, podendo, até mesmo, haver aqueles que nos são antipáticos.
E você já pensou nos motivos dessas diferenças?
Quando nos questionamos sobre o assunto, muitas dúvidas nos vêm à mente.
Ora, se somos filhos dos mesmos pais, se somos os pais de vários filhos, porque não nutrimos o mesmo sentimento por todos, de igual forma?
Indagando-nos, com sinceridade, chegaremos à conclusão de que há duas espécies de famílias: as famílias espirituais e as famílias pelos laços corporais.
Concluiremos, ainda, que não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias. Ou seja, os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos.
Para entender essas disparidades na relação de afeto ou desafeto, é preciso que lancemos mão da Lei da reencarnação.
Reunidos na mesma família, pelas Leis Divinas, encontram-se Espíritos simpáticos entre si, ligados por relações anteriores que se expressam por uma afeição recíproca.
Mas, também pode acontecer que sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo.
Com a teoria da reencarnação, entenderemos porque é que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos, pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue.
Nessa mesma linha de raciocínio, compreenderemos a animosidade alimentada por irmãos consanguíneos, fato muito comum que se observa todos os dias.
A Lei da reencarnação também esclarece sobre os objetivos pretendidos por Deus para Seus filhos: o progresso intelectual e moral.
Se Deus nos permite o reencontro com afetos e desafetos do passado é que está a nos oferecer uma nova oportunidade de aperfeiçoamento.
Enquanto a convivência com os desafetos nos dá oportunidade de estabelecer a simpatia, os afetos são o sustentáculo em todos os momentos.
Entendemos, assim, que as múltiplas existências estendem os laços de afeto, ampliando nossa família espiritual, enquanto a unicidade da existência os limita ou rompe definitivamente após a morte.
Não fosse a abençoada porta da reencarnação e não teríamos a chance de amar os nossos inimigos, conforme recomendou Jesus.
Dessa forma, repensemos a nossa postura com relação à família. Olhemos para os parentes difíceis e percebamos neles a bendita oportunidade de estabelecer a simpatia para, logo mais, amá-los efetivamente, conforme a recomendação do Cristo.
O instituto familiar é uma organização de origem Divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação de um mundo melhor.
Pensemos nisso!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Cenário político brasileiro
Nos dias atuais, quando assistimos a um programa eleitoral, que na verdade não sabemos se é programa eleitoral, humorístico ou filme de terror, o que mais nos estarrece é a conclusão a que chegamos após cada apresentação: No Brasil, com exceção do ramo político, para sermos admitidos no mercado de trabalho e defendermos com muita luta nosso pão de cada dia é preciso comprovar formação acadêmica, mestrados, doutorados, experiência profissional que varia de 06 meses a 01 ou 02 anos e é claro, idoneidade de caráter. Na política não precisa nada disso. Aliás, não precisa nada.
É claro que, não vale citar como exemplo desta agressão política a que somos submetidos atualmente, os políticos sérios, bem como a inclusão do nosso presidente (que não completou os estudos) neste cenário, uma vez que, basta dar uma olhadinha no seu passado político para entender o famoso ditado que prega que "toda regra tem exceção". Portanto, salvo a pessoa de Luis Inácio Lula da Silva (ver Wikipédia), é revoltante concluir que a injustiça é realmente uma questão sócio-cultural no nosso país.
A autorização de certas candidaturas, que subestimam a inteligência do eleitor brasileiro e tripudiam do carácter sério e honrado que bravamente defendemos, é a prova desta questão sócio-cultural que alimenta nossa (In) justiça Eleitoral Brasileira. Ao afirmar isso, me solidarizo com os milhares de estudantes (independente da classe social) que se acabam sobre os livros, anos a fio, até concluírem cursos e mais cursos, se espremendo entre os estudos e o trabalho para adquirir experiência antes mesmo de se formar, já que esta será exigida logo no primeiro emprego. Estes são ridicularizados por candidaturas que ai estão, aprovadas num país onde não é necessário ser nada, absolutamente nada, para candidato.
O que dizer de uma candidatura de um personagem bizarro como um "Tiririca", que se lança com um slogan que ridiculariza nosso País dizendo: "vote em Tiririca, pior do que "ta" não fica" e ainda vem acompanhado um vídeo que agride a dignidade daqueles que lutam por justiça e principalmente por reformas significativas na cultura de um povo? Mas Tiririca é só mais um... Temos também os candidatos que, estimulados pela falta de critério da (In) justiça Eleitoral Brasileira, apelam para o pornô, para o extraterrestre, para o hilário, para o absurdo, o inimaginário e o indecifrável. Mas isso ainda não é o pior. O pior é que esses "tiriricas" da vida se elegem para o cenário político através da ignorância que segue as margens da grande massa do eleitorado sustentada pela conveniência do sistema político brasileiro.
Nosso país nunca vai exigir dos candidatos a cargos públicos o que é exigido dos médicos, engenheiros, professores, advogados, administradores, em fim, qualquer outra função para a qual tenha que se comprovar carreira acadêmica, experiência e conduta moral porque este tipo de exigência excluiria, não só os ignorantes "espertos" como os "tiriricas" que já povoam o cenário político, mas também os verdadeiramente ignorantes, humildes e simples, que quando usados conforme conveniência política alimentam a cadeia da corrupção e impunidade que move o nosso país.
Enquanto isso, nossos verdadeiros profissionais, após exaustiva e mal remunerada jornada de trabalho e estudos, concluem frente à exibição de um programa eleitoral que teria sido bem mais fácil ser "TIRIRICA".
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Quem vai sustentar a geração internáutica?
Por Eduardo Aquino
Mesmo os jovens atuais já devem ter ouvido falar da geração "Paz e amor", os hippies dos anos 60 e 70 e o famoso e do controvertido Woodstock. Outros talvez se lembrem dos Yuppies dos anos 80. Em ambos os casos taratava-se de uma geração que, bem ou mal, certo ou errado, defendiam ou buscavam algum ideal, alguma meta de vida, um sonho qualquer. Deu errado? Sim, mas tentaram.
Os hippies se revoltaram contra a guerra insana do vietnã (primeira derrota militar dos Estados Unidos) e pregavam um mundo sem violência, sem corrupção, que vivessem de amor e que a paz fosse universal. Mas drogas demais, sexo demais, rock demais mostraram a eles que "alguém tem que trabalhar para pagar as contas", afinal, é ilusório um mundo onde ninguém faz nada, nem se constrói nada se ficar drogado, promíscuo e ouvindo rock`n roll. Não deu certo, embora a tribo dos ripongas exista e resista até hoje. Depois vieram os Yuppies, os jovens de Nova Yorque, a turma do Wall Street, jovens altamente ambiciosos, vaidosos e exibicionistas que trabalham na bolsa de valores e mercado financeiro e que se propunham a fazer seu "1º milhão de doláres" até os 30 anos para ter sua BMW, seu apartamento na região nobre de Manhattan, namorar modelos famosas e gastar US$10,000 num vinho raro no restaurante mais caro de Nova Yorque.
Hoje, assistimos a falência dos E.U.A. e da Europa, como bolhas da informática e do mercado imobiliário americano e resultado da inconsequência, egocentrismo, individualismo e imaturidade desses jovens ricos e corruptos. Ok. Duas gerações mal sucedidas mas que tentaram algo diferente. E o que dizer da geração "Y", nascida nos anos 80 e 90, viciados em games, internet, orkut, celulares, i-pods e outras tecnologias ou tecnofilia, como queiram. Volto a alertar: Sem ideal, sem criatividade, preguiçosa, cansada - muito fruto das loucas baladas, bebendo feito um "gambá", sedentários, autoritários, exigentes, não estão nem ai para os adultos, sejam pais, professores, avós, autoridades. Mas esqueceram-se que são seus pais, familiares mais velhos que os mantêm, vestem e alimentam.
Sim, essa geração de pais fracos e omissos, permissivos, "adulando" e "estragando" filhos "bebezões" aos 18, "adultecente" aos 30 parasitando os adultos enquanto se imbecilizam a frente de uma tela. Professores amedrontados mal conseguem transferir o conhecimento aos alunos. Somos desajeitados tecnologicamente, mas ainda que artesanais, sem apoio da sofisticação tecnológica, somos nós que inventamos, batalhamos, lutamos bravamente e ganhamos o "pão nosso de cada dia". Portanto, nós, adultos, somos competentes, coerentes, mas é hora, pais e professores de parar de temer esses "jovens sem educação", sem limites, agressivos e incultos da geração "Y". Limitem mais o acesso a "desinformação eletrônica e tecnológica".
Voltem a assumir o controle. Coloquem essa turma para estudar ou trabalhar. Chega de dó, pena, chantagens e medo dos jovens. Valor é proporcional a dificuldade para se obter algo. Não produzam monstrinhos. Domem seus rebentos.
Eduardo Aquino
Escritor e Neurocientista
eduardoaaquino@yahoo.com.br
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Vergonha Nacional
segunda-feira, 12 de julho de 2010
O Código Penal e a Progressão de Pena
De acordo com a legislação, todo condenado com 1/6 da pena pode pedir relaxamento de prisão e cumprir o resto em regime aberto ou semiaberto. Em 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a progressão de pena valeria também para crimes hediondos."
Em meio aos últimos acontecimentos veiculados incessantemente em todos os meios de comunicação nestes últimos dias e ainda por muito tempo, mais uma vez somos levados a questionar nossas leis e refletir sobre os rumos que a impunidade dita em nosso país.
- O que leva um homem a matar, esquartejar e lançar aos cães as partes de seu semelhante?
- O que leva um homem a lançar uma mulher com o próprio carro em uma represa, estando essa mulher apenas desacordada, seguro de que ela não sabia nadar e fatalmente morreria afogada e presa dentro do carro em meio as águas barrentas e profundas desta represa?
- O que leva dois ou três jovens de classe média alta a cometerem crime de estupro contra uma menina de 13 anos?
- O que leva uma mulher, promotôra de Justiça, a espancar covardemente uma criança que estava sob sua guarda e proteção?
Os fatos acima são os de maior repercussão dos últimos dias devido a populariedade e ao alto poder aquisitivo dos envolvidos, mas com certeza, muitos outros crimes como estes ocorreram neste mesmo espaço de tempo sem que tivessem virado manchete.
De onde vem a audácia do ser humano para cometer um crime hediondo, muitos deles com requintes de crueldade as vezes inimagináveis? Seriam esses assassinos vítimas do que os médicos chamam de transtorno psicóticos? Seriam eles pessoas totalmente desprovidas de qualquer tipo de crença religiosa ou temor a DEUS? Teriam sido eles crianças criadas em lares desequilibrados, que não receberam afeto de seus pais, ao contrário, foram espancados e humilhados sucessivas vezes até desenvolverem uma personalidade agressiva e assassina? Sim, pode ser tudo isto e é assustador perceber que o ser humano está involuindo para a monstruosidade ao invés de evoluir para a divindade.
Esses monstros têm, infelizmente, o apoio da nossa Justiça Brasileira, que não se impõe, que tira sua venda para enxergar somente o que lhe convém, que não cumpre seu papel, que não pune e quando o faz, ainda tripudia da dor dos vitimados, concedendo aos seus algozes privilégios após a condenação que beiram a uma verdadeira premiação pelo crime cometido.
Num país onde a lei premia com "Progressão de Pena" um assassino com bom comportamento, é de se esperar que cada vez mais e mais crimes bárbaros virem manchete nacional. Uma vez preso, por qualquer que seja o crime, o indivíduo tem por obrigação comportar-se bem dentro do presídio, já que em liberdade não o fez e não ser premiado por isso. Seria cômica essa situação senão fosse trágica. A lei da impunidade que impera nas entrelinhas da nossa carta mágna nos condena a todo e qualquer tipo de violência ao ignorar que a premiação cabe aos homens honestos, aos homens de bem, aos pagadores de impostos, aos trabalhadores que lutam de sol a sol na defesa do pão de cada dia, aos educadores que dedicam sua vida a serem exemplo, aos que promovem a paz. Estes sim, deveriam ser premiados com justiça e liberdade.
Há quem acredite que a justiça brasileira não prevê a pena de morte. Lêdo engano. A justiça brasileira condena a morte cada um de nós, cidadãos de bem, toda vez que libera um assassino antes do término de sua pena, através de um dos benefícios que ela mesmo prevê em seus decretos.
E por ai vai...
sexta-feira, 9 de julho de 2010
De onde vem a força das mulheres que têm filhos especiais?

Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo
Sim. Não importa se a mulher é uma executiva empertigada, uma intelectual inatingível, uma operária calejada. Quando o filho nasce, ela vira um peito. Ou melhor: dois. Nada do que a mulher fez na vida ou ainda pretende fazer tem importância diante da função especialíssima de ser a única fonte de alimento de um ser que acabou de chegar. Um ser que vai crescer, ajudar a povoar o mundo e tocar em frente a grande aventura do Homo sapiens.
Quando eu amamentava a Bia (hoje uma moça de 10 anos) eu me sentia um par de peitos. Nas primeiras semanas, ela mamava a cada hora e meia. Eu vivia para isso. Minha função nesse mundo – de manhã, de noite, de madrugada – era amamentar. E, claro, trocar fralda, embalar, acalmar o choro, dar banho, lavar roupa etc, etc, etc. Quando ela mamava e dormia, eu ganhava uns 90 minutos de folga. Aí não sabia o que fazer com eles. Tomar uma ducha? Almoçar? Colocar as pernas para cima?
Eu era tão “sem noção” que três dias antes da Bia nascer fui à livraria comprar Guerra e Paz. Achava que a licença-maternidade fosse uma espécie de período sabático, o momento ideal para ler aquelas 1.349 páginas que faziam tanta falta na minha cultura geral. Tolinha. Só fui conseguir preencher essa lacuna quando ela completou três anos.
Os primeiros tempos da maternidade foram, sem dúvida, a fase mais selvagem da minha vida. Acordava cheia de energia, pulava da cama e, quando a Bia deixava, tomava um banho revigorante. Às 7 horas tomava um café da manhã reforçado enquanto assistia ao Bom Dia Brasil. Depois passava o dia inteiro em função da cria. Decidi que nos primeiros meses não pediria ajuda a mãe, sogra ou babá. Queria ser mãe em tempo integral. Queria ter liberdade para errar, acertar, aprender.
Naquele inverno de 2000, meus dias eram amamentar. Nos intervalos, corria para o tanque (que ficava no quintal, ao ar livre) e lavava na mão, com sabão neutro, a montanha de roupinhas frágeis de bebê. O vento gelado batia no meu rosto, mas eu tinha uma disposição para cuidar das coisas da minha filha que só a natureza pode explicar. Meu gasto calórico devia ser brutal. Almoçava pratos gigantescos e, ainda assim, só emagrecia. No Spa da Selva, perdi rapidamente mais de 10 quilos.
À noite, a pilha acabava. Às 22 horas, estava exausta. Dormia profundamente e mal conseguia abrir os olhos durante a mamada da meia-noite. Eu e o pai da Bia desenvolvemos uma técnica animal. Eu levantava um pouco o tronco e recostava no travesseiro. Ele segurava a Bia e acoplava a boca dela no meu peito. Ela mamava, eu dormia. Ele ficava com ela no colo por um tempo e depois a devolvia no berço. Nessa hora eu já estava no melhor do sono. Às quatro da manhã, me sentia recuperada. Pronta para a maratona de mamadas e afazeres de mais um dia. Pronta para sobreviver na selva e garantir a sobrevivência da minha cria.
Com o tempo, as obrigações mudam. Mas a vida selvagem dura pelo menos até a criança completar três anos. Aos poucos fui recuperando várias liberdades que haviam sido confiscadas pela maternidade. Hoje, com uma filha de dez anos, estou praticamente alforriada. Aproveito para respirar profundamente. Afinal, há quem diga que a verdadeira vida selvagem começa quando o filho chega à adolescência. Será mesmo? Que venha a nova selva, então. No lugar da leoa incansável, ela vai encontrar a leoa maleável. Muito mais do que era a moça que pariu aos 30 anos. A natureza é mesmo sábia.
Por tudo isso (e muito mais), sempre me considerei uma mãe dedicada. Eu me achava uma ótima mãe até conhecer a mãe do Idryss Jordan. Perto do que ela faz pelo filho, o que fiz pela minha é uma espécie de passeio no parque, com direito a pipoca e algodão doce. Vida selvagem não é a minha. É a dela. Posso ser uma mãe dedicada. Ela é mãe coragem.
Idryss Jordan tem 11 anos. É autista. Não é um daqueles autistas portadores da síndrome de Asperger (que falam, avançam nos estudos e podem até chegar ao mestrado, como eu contei numa reportagem publicada em ÉPOCA há dois anos). Idryss é um autista de baixo rendimento. Não fala, usa fralda, precisa ser vestido, trocado, alimentado e cuidado 24 horas por dia. Muitas vezes se debate e se torna agressivo.
A dedicação e o amor incondicional que esse casal oferece ao filho fazem qualquer um se arrepender de algum dia ter dito que criança dá trabalho demais. Quem tem um filho saudável não sabe o que é trabalho. Keli e Silvio vivem para o filho (e para a filha Hyandra, de 5 anos, que não tem a doença). Não podem trabalhar fora de casa. Quando o autismo do filho se manifestou, Keli abandonou o trabalho de auxiliar de fisioterapia.
Virou artesã. No período em que Idryss está na escola, Keli faz panos de prato e toalhas. Silvio prepara o almoço e o jantar. Idryss não aceita comida esquentada. Se ela não for fresquinha, ele percebe e não come. Depois de cuidar da alimentação da família, Silvio sai para entregar as encomendas do artesanato que Keli produz. São movidos pelo amor e acreditam que o garoto é capaz de senti-lo e retribuí-lo. “Autista não é robô. Ele sabe amar. Se peço um beijo, Idryss me dá o rosto”, diz Keli.
Nos momentos de grande agitação – quando Idryss se morde e pode agredir quem estiver perto – a única coisa que o acalma é o metrô. Isso mesmo. Ele tem fixação pelo metrô. Quando não consegue controlar o garoto, o que Keli faz? Pega o metrô na estação Tucuruvi e vai até o Jabaquara. Depois volta até o Tucuruvi. Se precisar, vai novamente ao Jabaquara e retorna ao Tucuruvi.
Cruza São Paulo de norte a sul (são 23 estações em cada trecho) para acalmar Idryss. Na bolsa, leva o almoço do garoto acondicionado num pote plástico. Quando ele fica menos agitado, saltam na estação Parada Inglesa. Keli procura duas cadeiras vazias na beira dos trilhos, com vista privilegiada para o trem. Abre o pote, retira uma colher da bolsa e alimenta Idryss. A plataforma do metrô é sua sala de jantar.
Conheci essa família há alguns dias quando fazia uma reportagem sobre o trabalho da dentista Adriana Gledys Zink. Ela será publicada amanhã (10/07) na edição impressa de Época. As famílias dos autistas enfrentam todo tipo de desassistência. Não encontram vagas em escolas preparadas para lidar com o problema, não encontram atendimento médico adequado e, como é de se imaginar, não encontrar dentistas dispostos a atender autistas. Quando essas crianças precisam de tratamento odontológico (mesmo que seja uma simples limpeza) costumam ser internadas num hospital para receber anestesia geral.
“Mesmo quem pode pagar, não encontra dentistas dispostos a cuidar de autistas. Eles sequer vêem o paciente. Simplesmente informam que não os atendem”, diz Adriana. Ela decidiu tentar fazer diferente. Depois de se especializar em pacientes especiais na Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas (APCD), frequentar reuniões de famílias autistas e estudar os métodos de aprendizagem disponíveis, ela criou algumas técnicas que lhe permitem se aproximar desses pacientes. Na maior parte dos casos, ela consegue cuidar dos dentes dessas crianças (e também de adultos) no consultório, sem anestesia geral.
O processo é longo. Exige extrema dedicação das famílias e da dentista. Às vezes, ela precisa de quatro sessões (ou mais) só para conseguir levar a criança até a cadeira. Quando isso não é possível e o procedimento necessário é simples (uma limpeza, por exemplo), atende a criança no chão. O entusiasmo de Adriana surpreendeu a família de Idryss. “Essa dentista não existe. Acho que estou sonhando. Ela senta no chão com meu filho, tenta de tudo e não olha no relógio para ver se a sessão acabou”, diz Keli.
Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho especialíssimo que Adriana e o marido (o dentista Marcelo Diniz de Pinho) realizam, acesse o blog. Para ver Adriana em ação e conhecer Keli e Idryss, assista a esse vídeo: http://www.youtube.com/user/zinkpinho#p/a/u/1/ou7PVTWnfoA
Keli, Idryss e Adriana me deram uma lição de vida. Agradeço todos os dias por ter uma profissão que me permite encontrar gente tão especial. Saio de cada reportagem melhor do que entrei. Graças à enorme generosidade dessa gente que confia em mim e divide tanto comigo. Muito obrigada a todos – mães e pais coragem, entrevistados e leitores. Saio de férias hoje. Essa coluna volta no dia 06 de agosto. Espero voltar com as baterias recarregadas e os sentidos bem calibrados para mais um semestre de intensa troca com vocês. Até lá.
A Fome e a miséria
1) A fome mata 24 mil pessoas a cada dia - 70% delas crianças;
2) No mundo de hoje há mais comida do que em qualquer outro momento da história da humanidade;
3) Temos 6,7 bilhões de habitantes, e produzimos mais de 2 bilhões de toneladas de grãos, o que significa que produzimos quase um quilo de grãos por pessoa e por dia no planeta, amplamente suficiente para alimentar a todos;
4) Segundo a FAO o mundo precisaria de US$ 30 bilhões por ano para lutar contra a fome, recursos que significam apenas uma fração do US$ 1,1 trilhão aprovado pelo G-20 para lidar com a recessão mundial;
5) 65% dos famintos vivem em somente sete países;
6) Nos últimos meses irromperam revoltas por causa da fome em 25 países;
7) Os que sobrevivem à fome carregam seqüelas para sempre. A fome mina as vidas e acaba com a capacidade produtiva, enfraquece o sistema imunológico, impede o trabalho e nega a esperança;
8) No mesmo momento em que 1 bilhão de pessoas passando fome, outro 1 bilhão sofre de obesidade por excesso de consumo;
9) Uma criança americana consome o equivalente a 50 crianças africanas da região subsaariana;
10) Cerca de 200 milhões de crianças de países pobres tiveram seu desenvolvimento físico afetado por não ter uma alimentação adequada, segundo o Unicef.
Por que tantos passam fome?
*Dados extraídos do Adital publicado pela Humanitas/Unisinos/Cepat
Instituto Humanitas Unisimos, Universidade do Vale do Rio dos Sinos unisinos / Centro de pesquisa e apoio aos trabalhadores.
É lamentável que um país como o nosso Brasil, de tantas riquezas e tantas belezas, seja um país sem leis, onde a impunidade impera e nos deixa a mercê das barbáries praticadas pelos criminosos que o nosso código penal sustenta com sua ineficácia.
Malú Rossi